Matiota V02

Mindelo, Cabo Verde

O objeto proposto é desmaterializado em cinco corpos volumétricos independentes, fragmentando e aligeirando a densidade da construção em claro respeito pela linha de costa, pelo ambiente e pela escala urbana da envolvente imediata. Esta fragmentação é conseguida através dos vazios criados no interior da construção, de onde emergem socalcos e espaços exteriores das unidades. Estes vazios permitem também a criação de privacidade entre as várias unidades. A interação entre espaços construídos e vazios surge em ambas as frentes da proposta. No lado marítimo, os socalcos aproximam as unidades do mar, potenciando as vivências e a relação com a paisagem. Na frente urbana, os vazios ajudam a suavizar a massa do edifício, fazendo com que o todo se assemelhe à soma de partes mais pequenas.

  • Localização Mindelo, Cabo Verde
  • Tipo Comercial e Serviços
  • Ano 2021
  • Área 5.487 m2
  • Estado Construído

A fachada urbana, calma e simples na sua unidade, apresenta movimentos subtis expressos nas aberturas dos vãos e no desenho das telas treliçadas nos núcleos de acesso. Por outro lado, a fachada virada para o litoral difere no desenho e na opacidade. Apesar das grandes aberturas, fragmenta-se e aproxima-se do mar. Esta desmaterialização é conseguida pelo movimento da fachada e pelos diferentes níveis entre o empreendimento e as piscinas naturais.

Na AGUIAR MAIA, a arquitetura é mais do que forma — é uma experiência. Um diálogo entre a luz e o espaço, onde o design inspira, conecta e acolhe a beleza do meio envolvente.

O desenho da pele da fachada em redor das janelas cria movimento e fragmenta o edifício através de um jogo de luz e sombra, fazendo referência ao conceito de Le Corbusier: “A arquitetura é o jogo aprendido, correto e magnífico, de volumes reunidos sob a luz”.

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